Reinventar Portugal! E agora pá? Só com -50%!
Aqui chegados! Só nos resta reinventar a construção do nosso futuro colectivo, única forma de garantir a nossa sobrevivência, como velha e heróica nação!
Temos hoje o que decidimos ontem! Teremos amanhã o que decidirmos hoje!
É urgente! É obrigatório! Fazer a reengenharia política, económica e social do nosso bonito país, com uma das melhores localizações do mundo, em face ao planeta terra!
Proponho a aplicação de um programa de redução, cortes efectivos (-50%):
Mandato do Presidente da República -50%, apenas 1 mandato, melhora a efetividade e qualidade da performance do seu desempenho mais centrado no país, sem preocupações na reeleição. Assessores do Presidente da República -50%. Deputados da Assembleia da República -50% implica mais eficiência e centralidade do seu papel, como representantes dos eleitores.
Legislatura da Assembleia da República -50%, 2 anos; Legislaturas das Assembleias Regionais -50% 2 anos; Deputados das Assembleias Regionais -50%;Deputados das Assembleias Municipais, -50%;Legislaturas das Assembleias Municipais -50%;2 anos. Enormes vantagens: acelerava a dinâmica legislativa, tão exigível num mundo global e em processo de inovação e instabilidade permanente. Em face da globalização, flexibilidade, progresso e evolução tecnológica. Se é preciso correr nas empresas, também será obrigatório na governação de Portugal. Não há alternativa!
Propomos que o orçamento do Estado seja trianual (apesar da legislatura ser só 2 anos) aprovado com 60% de votos a favor.
Assessores de gabinetes do governo e da administração local -50%
Aprovação de planos estratégicos de longo prazo (12 anos): educação; saúde; segurança social, defesa; economia; investimento público (aprendi com Peter Drucker “ nada mais inútil do que fazer com eficiência o que nunca deveria ser feito”); prevenção e segurança interna e justiça.
Redução do n.º de Câmaras Municipais -50% (concentração e criação de centros logísticos municipais por cada 200 000 habitantes), número de vereadores Municipais -50%, estabelecendo com número máximo 10 vereadores e mínimo 3, com mandatos autárquicos de 2 anos, não renováveis (orçamentos trianuais aprovados com 60% de votos a favor)
Eleições com votação eletrónica. Campanhas eleitorais, sem papel e com recurso aos diversos tipos de media e TIC.
Redução de encargos com os processos eleitorais de -50%.Redução da dívida pública em -50% (através processo de negociação).Taxas de juros de empréstimo externos -50% (através de processo de negociação)
Despesas com viaturas do Estado (identificadas) -50%;Despesas com pareceres e consultadorias do Estado -50%;Vencimentos e outras despesas dos políticos -50%;Reformas e subvenções dos políticos -50%;Redução dos cargos de nomeação política -50%,Encargos com PPP -50%;Número de Organismos e Entidades do Estado -50% (concentração de decisão)
Empresas Públicas – concentração e centralização da gestão estratégica; transparência e rigor de gestão através da colocação online, diária dos indicadores de gestão operacional e financeira de todas as entidades públicas ou subsidiadas pelo Estado; Conselhos de Administração de Empresas Públicas e outras entidades públicas, 3 membros, com mandatos de 3 anos, não renováveis.
SNS: 4 centros de decisão estratégica e operacional: ARS Norte; ARS Centro e ARS Sul e Serviços Centrais (concentração e centralização do planeamento e gestão estratégica)
Enfim! Aplicadas estas medidas, que muitos podem considerar exageradas, permitiriam salvar o nosso país de miséria, fome e insolvência global.
Se forem reduzidos para metade os mandatos políticos ficam mais garantidas as boas práticas de gestão e mais transparência, fundamental para suportar a nossa débil e muito deficitária democracia, num país resgatado pela Troika, à beira da banca rota.
Em nome de mais, e melhor democracia e transparência, não pode continuar a ser possível que a componente política da tomada de decisão seja 80% contra apenas 20% técnica (e às vezes 100% política, ficando: o saber, a ciência, o conhecimento, a criatividade e a inovação totalmente fora da equação de decisão). Foi a desperdiçar tanto saber português e internacional que nos aproximamos de 3 milhões de pobres (cerca de 30% de pessoas/ portugueses! nossos concidadãos!) num país membro da União Europeia e da Zona Euro! Como foi possível! Com o silêncio dos bons! (o mais preocupava Luther king).Ou como escreveu Edmund Burk. “ tudo o que é necessário para o triunfo do mal, é que os homens de bem nada façam”.
Se não acreditam! Mantenham-se sentados à espera que a crise passe. Ou reduzimos em 50% o peso da nossa máquina política estatal ou ela nos esmagará com, cada mais e mais impostos. Ou os portugueses põem fim a este modelo de governação ou este modelo porá fim a Portugal! Já vivemos no antes da troika (a.t.) agora vivemos no depois da troika (d.t.), com o poder de determinar o nosso destino, gravemente limitado e quase residual!
Foi com a muita esperança e excesso de calma e serenidade dos otimistas que chegámos até aqui! O povo diz, e tem razão: para grandes males, grandes remédios. Todos sabemos que problemas difíceis, não têm soluções fáceis. A classe política apenas procura soluções de alívio dos problemas, na esperança de ganhar o presente e as próximas eleições. O futuro ou se constrói ou se compromete!
Só o pensamento estratégico garante a conversão de problemas em oportunidades, e constitui a única forma de garantir a esperança e o nosso desejável bem-estar, no presente e no futuro, a que temos direito, neste mundo global. Nós! E as próximas gerações! Do porreiro pá! (tratado de Lisboa) chegámos ao E agora pá?
Para Peter Drucker “ a melhor maneira de predizer o futuro é criá-lo”
Einstein deixou-nos: “em momentos de crise, só a imaginação é superior ao conhecimento”.
Penso tal e qual Thomas Friedman, autor do livro o (mundo é plano, 2005);
“O mundo precisa da geração dos otimistas estratégicos, a geração com mais sonhos do que memórias, a geração que acorda todas as manhãs e não só imagina que as coisas podem melhorar mas também faz todos os dias qualquer coisa por essa imaginação
Portugal ! Portugueses! Sim! Nós iremos conseguir! Mas se e só se, todos e cada um, fizermos qualquer coisa por isso!
José Marques, economista
2012-10-14
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