sábado, 3 de novembro de 2012

O OESTE É PLANO

O OESTE É PLANO

O texto que decidi escrever foi inspirado no livro fabuloso: “o mundo é plano” escrito pelo jornalista americano, comentador de política internacional do New York Times, Thomas Friedam, em Outubro de 2005. João César das Neves, autor do prefácio, da edição portuguesa, Actual Editora, comenta-o da seguinte forma: ” com brilhantismo e oportunidade, o autor conduz-nos pelos quatro cantos do mundo e por várias eras, para demonstrar, com material muito variado, que vivemos numa época extraordinária de oportunidades, sobretudo para os mais pobres (…) O livro o mundo é plano – uma história breve do sec. XXI – trata-se de uma obra que se ocupa da globalização… mas não diz mal dela!”

Na era do mundo plano o “Oeste é Plano”. Na minha perspectiva isso significa que não há fronteiras concelhias quando se tratam de projectos “alavanca” regionais, sejam eles: empreendimentos turísticos, vias de comunicação, meios de transportes, universidades, hospitais (Hospital Oeste Norte), termalismo, turismo e lazer, desenvolvimento industrial e comercial, e preservação ambiental.

Este conjunto de projectos é factor de desenvolvimento sustentável, que garantem de forma integrada mais qualidade de vida para as pessoas/munícipes do Oeste.

O nosso petróleo é: as praias; o mosteiro de Alcobaça, o complexo termal de Caldas da Rainha, o pinhal de Leiria, a costa atlântica, Óbidos, a centralidade face a 50% da população portuguesa, a proximidade a Madrid (inaugurada a IP-6, a partir de Julho, as nossas praias serão as mais próximas e mais acessíveis para os milhões de madrilenos.)

Neste livro o autor refere o seguinte provérbio africano. “Em África, todos as manhãs, uma gazela acorda. Sabe que tem de correr mais depressa que o leão, ser mais veloz ou será morta. Todas as manhãs um leão acorda.
Sabe que tem de correr mais depressa que a gazela mais lenta, ou morrerá de fome. Não interessa se és leão ou uma gazela. Quando o sol se levantar será bom que corras.
”)

Este provérbio africano, traduzido em mandarim, foi mandado colocar no chão de uma fábrica de bombas de combustível em Pequim, por um gestor chinês, formado nos EUA, que merece de Friedman o seguinte comentário: ”não sei quem é o leão e quem é a gazela, mas sei que: desde que a China se tornou membro da Organização Mundial do Comércio (OMC), tanto ela como o resto do mundo tiveram de correr cada vez mais depressa”

Pensamos que na era do mundo plano, um oeste plano passa por uma liderança estratégica forte, determinada e de excelência, só possível com o
protagonismo articulado de autarcas de excelência, com visão estratégica, que tenham perspectivas de gestão integrada e criteriosa, substanciadas na promoção de projectos inovadores, reprodutivos, potenciadores da cadeia de criação de valor, construtores do futuro, ou seja, mais progresso e qualidade de vida para as pessoas. Essa é a nobre missão dos autarcas, dos empresários e de cada indivíduo na sua co-responsabilização por um futuro melhor, com uma garantia ambiental saudável.

O autor deste livro, penso que recomendável a todos os cidadãos globais, afirma “que é possível florescer neste mundo plano, mas é necessária a imaginação e a motivação certas”.

Termina o seu livro com o seguinte desafio. “O mundo precisa da geração dos optimistas estratégicos, a geração com mais sonhos do que memórias, a geração que acorda todas as manhãs e não só imagina que as coisas podem melhorar mas também faz todos os dias qualquer coisa por essa imaginação.

É por isso que, em nome de mais sonhos do que memórias, venho desafiando o Oeste Plano, junto de autarcas e sociedade civil, desde 2002, para um projecto estratégico alavanca regional: Hospital Oeste Norte.

O sonho estratégico integrado foi no passado, e continua a ser hoje, aquilo que comanda a vida, as pessoas, as empresas, as regiões e os países. Não podemos ter dúvidas! As novas gerações merecem a nossa atitude estratégica. Não há terceira hipótese. Ou construímos o futuro, ou o comprometemos!



2006-03-13

José Marques

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